segunda-feira, 24 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Terapia com células-tronco reverte diabetes tipo 1 no Brasil.
Um estudo brasileiro inédito revela que o pâncreas de diabéticos tipo 1 está voltando a funcionar após o transplante de células-tronco do próprio paciente, livrando-o da necessidade de insulina.
Os resultados da pesquisa, que acompanha 23 voluntários há mais de quatro anos, estão publicados na edição de hoje do "Jama" (jornal da Associação Médica Americana).
Os autores constataram, pela primeira vez no mundo, que os níveis do peptídeo-C, uma espécie de marcador do funcionamento das células produtoras de insulina, aumentaram nos pacientes submetidos à terapia.
Essa substância é um dos resíduos da produção do hormônio pelas células beta do pâncreas. Ou seja, quanto maiores suas taxas, maior a produção de insulina e menor o risco de complicações associadas ao diabetes, como amputações.
"O nível dele não só deixou de cair como aumentou", comemora o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, da USP de Ribeirão Preto, e um dos autores do estudo. "Isso significa que o pâncreas está voltando a funcionar", explica ele. "Esses pacientes produzem mais insulina do que quando chegaram até nós."
A maioria dos voluntários deixou de usar hormônio sintético há mais de três anos, em média, com bom controle da glicemia. "Temos pacientes livres há quatro anos e oito meses, com excelente qualidade de vida, sem picos de hipoglicemia", diz Couri.
Oito deles precisaram voltar a tomar o hormônio sintético, mas em doses muito baixas. "Por isso não dá para afirmar que os benefícios sejam permanentes", avalia o imunologista Júlio Voltarelli, um dos líderes do estudo.
Mas mesmo nesses pacientes os níveis do peptídeo-C estão aumentados, mostrando que o pâncreas está funcionando melhor também nessas pessoas, apesar de não produzir todo o hormônio de que necessitam. "Eles provavelmente terão uma melhor evolução da doença", acredita Júlio Voltarelli.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, em que o próprio sistema de defesa do corpo passa a atacar o pâncreas. A terapia com células-tronco, ao que parece, consegue combater essa falha imunológica, mas não recupera as áreas destruídas da glândula. Daí a necessidade de aplicá-la em pessoas recém-diagnosticadas.
Medicamento
Outro resultado inédito apontado pelos autores foi o efeito da droga sitagliptina, indicada para diabéticos tipo 2, em dois dos pacientes que voltaram a precisar da insulina. Com dois meses de medicação, eles ficaram livres do hormônio sintético. A droga estimula a secreção de insulina pelo organismo. Hoje tais pacientes controlam a glicemia tomando esse remédio uma vez ao dia.
( Adaptação: Folha de São Paulo, 2009)
Mãe Terra, perdoai-nos.
De repente, todo mundo resolve falar sobre a cruel situação em que a humanidade deixou o planeta. Todo mundo quer aliviar a própria consciência, arrotando palavras em defesa à Natureza, contra os que colaboram com o aquecimento global e tudo o mais. Como se não tivéssemos todos, uma parcela de culpa em tudo isso. Se formos analisar de um modo mais sincero, uma visão mais imparcial. Entenderemos que a situação chegou a esse ponto, devido à cobiça (ou entenda-se estupidez), da humanidade como um todo. Desde o descaso das grandes industrias e nações. Até mesmo o nosso próprio descaso. Que vai do mal uso da água, energia elétrica e a fumaça de nossos carros até ao nosso consumismo desenfreado, que faz com que as indústrias queiram produzir ainda mais.
E assim o ciclo se renova, e a destruição segue seu curso (agora quase natural). Então, a solução não é somente nos unirmos
ao Greenpeace e ong’s por aí afora, vestindo camisas com frases de denúncias, colando adesivos em nossos automóveis, artefatos estes que também incitam a indústria a continuar a destruição. Não basta ficarmos indignados com a situação como se não fôssemos também responsáveis por ela. A indignação é sim legítima, desde que possamos compreender as nossas parcelas de culpa.
domingo, 9 de maio de 2010
Osteoporose, que cuidados devo tomar?
A Osteoporose é uma doença que leva a perda de massa óssea e à fragilização do osso, aumentando o risco de fraturas.
Os nossos ossos não são todos maciços como a sua aparência sugere e nosso esqueleto não é apenas uma estrutura de sustentação, e sim, um órgão vivo com várias funções no organismo.
Na parte externa (cortical) o osso é compacto e tem uma aparência sólida. Porém, no seu interior ele é trabeculado, com a aparência de uma esponja. É através desses espaços que passam os vasos sanguíneos e localiza-se a medula óssea.
O osso é composto então, por uma parte orgânica e outra mineral, composta basicamente de fosfato de cálcio (fósforo + cálcio).
A osteoporose é o distúrbio onde há redução da massa mineral, tanto do osso cortical quanto trabecular, levando a uma grande redução da densidade do osso, tornando-o mais frágil e menos resistentes aos traumas mecânicos normais do dia-a-dia. A palavra osteoporose significa osso poroso.o já foi dito, o osso não é uma estrutura sem vida com função apenas de dar sustentação mecânica ao corpo. Os ossos estão em constante renovação, um processo necessário para correção de micro lesões sofridas pelos traumatismos comuns do estresse mecânico diário. O organismo está o tempo todo destruindo e construindo ossos novos.
Para se manter forte e saudável o osso necessita do aporte constante de cálcio e fósforo, que é regulado pelas paratireóides (glândulas localizadas acima da tireóide), pelos rins e pela concentração de vitamina D no sangue.
Até os 30 anos o corpo consegue manter a massa óssea bem estruturada. A partir dos 30, o processo de reabsorção óssea começa a ficar maior que o de a produção de osso novo, o que ao longo de vários anos leva ao desenvolvimento da osteoporose.
A osteoporose além de reduzir a densidade mineral do osso, também causa distúrbios na sua arquitetura natural, contribuindo ainda mais para sua fragilidade.Prevenção e tratamento da osteoporose
Na osteoporose o ditado "prevenir é melhor do que remediar" é especialmente verdadeiro, uma vez que, quando as lesões na arquitetura óssea causadas pela osteoporose estão presentes, elas são irreversíveis.
Os medicamentos não revertem a osteoporose, e portanto, o tratamento visa evitar a progressão da doença.
O tratamento está indicado em todos com critérios de osteopenia ou osteoporose na densitometria óssea.
Os medicamentos mais usados são:
- Reposição de cálcio e Vitamina D
- Bifosfonados (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico) - Devem ser tomados em jejum com pelo menos 1 copo cheio de água e não se deve deitar por pelo menos 1 horas devido ao risco de grave refluxo e esofagite (leia: HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO)
- Raloxifeno - É um modelador seletivo do receptor de estrogênio. É um medicamentos que age como se fosse estrogênio, mas não não o é. Apresenta os seus benefícios sem os seus efeitos colaterais.
- Estrogênios e reposição hormonal - Muito usado para tratar osteoporose até um passado recente, a reposição hormonal apesar de apresentar excelentes resultados traz consigo um aumento do risco de doenças cardiovasculares, trombosose e câncer de mama. Por isso, não é mais indicado como tratamento de primeira linha para osteoporose e só deve ser usado em casos selecionados.
- Teriparatide - É um análogo do PTH, hormônio produzido pela paratireóide e responsável pelo controle do cálcio e do fósforo nos ossos. É um dos medicamentos mais promissores no tratamento da osteoporose, sendo o único até o momento que parece reverter parte das lesões já existentes. Ainda não há estudos completos sobre o seu perfil de segurança à longo prazo e o seu uso ainda está limitados a no máximo 2 anos.
Além do tratamento com drogas, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. Deve-se praticar exercícios físicos, incluindo musculação e dar preferência a alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe.
Também é importante a exposição solar. 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 10h é o indicado. Apenas 25% do corpo precisam estar expostos.
Os nossos ossos não são todos maciços como a sua aparência sugere e nosso esqueleto não é apenas uma estrutura de sustentação, e sim, um órgão vivo com várias funções no organismo.
Na parte externa (cortical) o osso é compacto e tem uma aparência sólida. Porém, no seu interior ele é trabeculado, com a aparência de uma esponja. É através desses espaços que passam os vasos sanguíneos e localiza-se a medula óssea.
O osso é composto então, por uma parte orgânica e outra mineral, composta basicamente de fosfato de cálcio (fósforo + cálcio).
A osteoporose é o distúrbio onde há redução da massa mineral, tanto do osso cortical quanto trabecular, levando a uma grande redução da densidade do osso, tornando-o mais frágil e menos resistentes aos traumas mecânicos normais do dia-a-dia. A palavra osteoporose significa osso poroso.o já foi dito, o osso não é uma estrutura sem vida com função apenas de dar sustentação mecânica ao corpo. Os ossos estão em constante renovação, um processo necessário para correção de micro lesões sofridas pelos traumatismos comuns do estresse mecânico diário. O organismo está o tempo todo destruindo e construindo ossos novos.
Para se manter forte e saudável o osso necessita do aporte constante de cálcio e fósforo, que é regulado pelas paratireóides (glândulas localizadas acima da tireóide), pelos rins e pela concentração de vitamina D no sangue.
Até os 30 anos o corpo consegue manter a massa óssea bem estruturada. A partir dos 30, o processo de reabsorção óssea começa a ficar maior que o de a produção de osso novo, o que ao longo de vários anos leva ao desenvolvimento da osteoporose.
A osteoporose além de reduzir a densidade mineral do osso, também causa distúrbios na sua arquitetura natural, contribuindo ainda mais para sua fragilidade.Prevenção e tratamento da osteoporose
Na osteoporose o ditado "prevenir é melhor do que remediar" é especialmente verdadeiro, uma vez que, quando as lesões na arquitetura óssea causadas pela osteoporose estão presentes, elas são irreversíveis.
Os medicamentos não revertem a osteoporose, e portanto, o tratamento visa evitar a progressão da doença.
O tratamento está indicado em todos com critérios de osteopenia ou osteoporose na densitometria óssea.
Os medicamentos mais usados são:
- Reposição de cálcio e Vitamina D
- Bifosfonados (alendronato, risedronato, ácido zoledrônico) - Devem ser tomados em jejum com pelo menos 1 copo cheio de água e não se deve deitar por pelo menos 1 horas devido ao risco de grave refluxo e esofagite (leia: HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO)
- Raloxifeno - É um modelador seletivo do receptor de estrogênio. É um medicamentos que age como se fosse estrogênio, mas não não o é. Apresenta os seus benefícios sem os seus efeitos colaterais.
- Estrogênios e reposição hormonal - Muito usado para tratar osteoporose até um passado recente, a reposição hormonal apesar de apresentar excelentes resultados traz consigo um aumento do risco de doenças cardiovasculares, trombosose e câncer de mama. Por isso, não é mais indicado como tratamento de primeira linha para osteoporose e só deve ser usado em casos selecionados.
- Teriparatide - É um análogo do PTH, hormônio produzido pela paratireóide e responsável pelo controle do cálcio e do fósforo nos ossos. É um dos medicamentos mais promissores no tratamento da osteoporose, sendo o único até o momento que parece reverter parte das lesões já existentes. Ainda não há estudos completos sobre o seu perfil de segurança à longo prazo e o seu uso ainda está limitados a no máximo 2 anos.
Além do tratamento com drogas, é importante implementar mudanças nos hábitos de vida. Deve-se abandonar o cigarro e evitar excesso de bebidas alcoólicas. Deve-se praticar exercícios físicos, incluindo musculação e dar preferência a alimentos como leite e derivados, legumes verdes, cereais, frutos secos e peixe.
Também é importante a exposição solar. 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 10h é o indicado. Apenas 25% do corpo precisam estar expostos.
domingo, 25 de abril de 2010
Os números da água.
Será que a próxima guerra mundial será motivada pela escassez de água? Dizem os futurólogos que sim. O mercado da água em garrafa é bilionário – só nos Estados Unidos, terra das estatísticas exageradas, quase 1 bilhão de dólares é gasto anualmente com água engarrafada, ainda que lá (e teoricamente, aqui também), a água da torneira é potável. Para se fabricar as garrafas, os estadunidenses gastam 1 milhão de barris de petróleo por ano, garrafas que geralmente acabam no lixo e não são recicladas. Além do problema do lixo que elas geram, garrafas d’água também consomem combustível em seu transporte e, adivinhe, mais água na sua fabricação! É o desperdício em todas as suas formas! Enquanto isso, um terço da população do planeta não tem acesso à água potável.
Aqui no Brasil, a coisa anda parecida. O mercado, disputado a tapa por empresas como a Coca-Cola e a Nestlé, cresce mais de 20% ao ano. É um negócio da China, onde as empresas simplesmente engarrafam e vendem algo que custa 10 mil vezes menos.
Uma única garrafinha faz diferença. Comece a carregar uma garrafinha com você, e encha com água da torneira ou filtrada ao invés de comprar outra. Nos Estados Unidos e na Europa, muitos restaurantes já aboliram a água engarrafada e servem água da torneira – muitas vezes de graça. Todo mundo sai ganhando, principalmente nosso amado e combalido planetinha azul…
Aqui no Brasil, a coisa anda parecida. O mercado, disputado a tapa por empresas como a Coca-Cola e a Nestlé, cresce mais de 20% ao ano. É um negócio da China, onde as empresas simplesmente engarrafam e vendem algo que custa 10 mil vezes menos.
Uma única garrafinha faz diferença. Comece a carregar uma garrafinha com você, e encha com água da torneira ou filtrada ao invés de comprar outra. Nos Estados Unidos e na Europa, muitos restaurantes já aboliram a água engarrafada e servem água da torneira – muitas vezes de graça. Todo mundo sai ganhando, principalmente nosso amado e combalido planetinha azul…
Mude o Mundo.
DICA MUDE O MUNDO – Como economizar energia na geladeira
- Mantenha a geladeira sempre cheia (mas nunca acima de sua capacidade). Alimentos como pão de forma, caixas longa vida, garrafas de vidro podem ser guardados por períodos ainda mais longos dentro da geladeira. Todas as frutas – com excessão da banana, que fica preta – também podem ser guardadas sem problema.
- Duas outras dicas bem conhecidas mas que vale a pena lembrar: jamais use a geladeira como secadora de tenis ou roupas (isso sobrecarrega a sua capacidade e pode até queimá-la) e deixe sempre um espaço de 15 a 20cm das paredes, para que o ar circule livremente e não superaqueça seu equipamento.
Pensar Localmente, Agir Globalmente (E viva o Aquecimento Global?!)
"Pensar globalmente, agir localmente."
Consagrado lema da atuação local em prol do desenvolvimento sustenável do planeta, surgiu a partir da Eco 92 como indicação da necessidade de uma agenda de ações e compromissos interdependentes entre diferentes setores da população nos âmbitos internacional, nacional, regional, estadual e municipal para a resolução dos problemas ambientais mundiais identificados até então - daí o nome "agenda 21" para o documento base principal para a elaboração desses compromissos.
Claro que, para a eficácia desta agenda, foi necessário ultrapassar barreiras ideológicas, políticas, de método e de conhecimento científico e tecnológico - que nos últimos anos retardaram em muito a obtenção de resultados em práticas de políticas públicas em planejamento ambiental - de modo que desenvolvemos uma pequena perspectiva de mudança nos padrões de produção e consumo - fator essencial que sempre incomodou ambientalistas e educadores ambientais...
Já defendi neste mesmo espaço - e dividi a mesma angústia de - a necessidade de se ter uma "agenda 21 pessoal', de modo que possamos individualmente nos responsabilizar por essa mudança de padrão e, através de nossas "ações de formiginha" (outra frase consagrada para o mesmo contexto!) desepenharmos um papel melhor no mundo e na condução deste mundo para as mudanças.
Impressionante foi - e é - a difilculdade de ser um marciano, de falar para as paredes, de se sentir ignorado e menosprezado pelos tomadores de decisão no mundo enfrentada por todos aqueles que bradavam aos quatro ventos a necessidade de mudança. E, mais ainda, da inserção no pensamento das pessoas comuns - a "comunidade" - de que, quer queiram ou não, fazem parte de uma estrutura maior e são responsáveis pela manutenção - assim como pela transformação - desta mesma estrutura!
Até o advento do conhecido relatório do IPCC.
Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, apresentava diagnóstico bastante contundende da contribuição humana em nível mundial para intensificação do processo de aquecimento global e consequentemente nas mudanças climáticas que tanto afligem a própria humanidade. Mas o IPCC não surgiu do nada; foi apenas a confirmação e aceitação pública de uma verdade comprovada por inúmeros marcianos, faladores solitários, pensadores antes menosprezados e ignorados que não arrefeceram perante as dificuldades e continuam sua agenda pessoal de mobilização em prol de um mundo melhor - colocando em cada uma de suas ações a total interconexão entre o global e o local, entre o individual e o coletivo, entre o privado e o público.
Claro que estou sendo profundamente romântico neste tipo de pensamento, mas...
Benditos aqueles que, pensando globalmente, agiram localmente!!
Pena que a situação ambiental tenha que chegar a tal ponto quase irreversível - para que a sociedade se mobilize em função do tema.
Mas sinto agora a coisa ambiental já tão inserida no imaginário popular - a ponto de ser apelo midiático tema de vários filmes épicos e populares - que passou a ser uma necessidade eleitoral o investimento de mais tempo e mais dinheiro para "resolver o aquecimento global" (como se isso fosse possível).
Mesmo assim, sinto no mundo - desde os moradores de rua até os grandes políticos mundiais - a sensação de a água está batendo nas partes baixas (às vezes literalmente!) e que tem-se que tomar alguma atitude. Não digo que é geral - não estamos todos plantando árvores e abandonando os carros na rua - mas há um sentimento de resistência muito menor ao tema do que antes - muitos políticos já estão se perguntando intimanente: "tá, tá bom, acredito. mas por onde começo, sem afetar minhas atuais ambições de poder?" ou mesmo "puxa vida: se não aprender logo sobre esse negócio vou me dar mal nas próximas eleições".
(Tudo bem. Não é o pensamento adequado, mas é um começo.)
Muitas políticas públicas locais têm sido desenhadas para integrar as soluções dos mesmos problemas de antes - pobreza, enchentes, poluição, moradia, saúde e assim por diante - dentro do mesmo guarda-chuva emergencialdo das "políticas mitigatórias dos efeitos e consequências das mudanças climáticas" na comunidade local.
(O tema tem atraído investimentos - com boas ou não tão boas intenções.)
acredito que, finalmente, podemos ter um pequeno vislumbre do que significaria a concretização da da agenda 21:
Pensar localmente passará a ser agir globalmente!
Sempre me disseram que grandes tragédias trazem grandes movimentos de mudança em relação a novas esperanças.
Estou começando a acreditar nisso.
E viva o aquecimento global.
Consagrado lema da atuação local em prol do desenvolvimento sustenável do planeta, surgiu a partir da Eco 92 como indicação da necessidade de uma agenda de ações e compromissos interdependentes entre diferentes setores da população nos âmbitos internacional, nacional, regional, estadual e municipal para a resolução dos problemas ambientais mundiais identificados até então - daí o nome "agenda 21" para o documento base principal para a elaboração desses compromissos.
Claro que, para a eficácia desta agenda, foi necessário ultrapassar barreiras ideológicas, políticas, de método e de conhecimento científico e tecnológico - que nos últimos anos retardaram em muito a obtenção de resultados em práticas de políticas públicas em planejamento ambiental - de modo que desenvolvemos uma pequena perspectiva de mudança nos padrões de produção e consumo - fator essencial que sempre incomodou ambientalistas e educadores ambientais...
Já defendi neste mesmo espaço - e dividi a mesma angústia de - a necessidade de se ter uma "agenda 21 pessoal', de modo que possamos individualmente nos responsabilizar por essa mudança de padrão e, através de nossas "ações de formiginha" (outra frase consagrada para o mesmo contexto!) desepenharmos um papel melhor no mundo e na condução deste mundo para as mudanças.
Impressionante foi - e é - a difilculdade de ser um marciano, de falar para as paredes, de se sentir ignorado e menosprezado pelos tomadores de decisão no mundo enfrentada por todos aqueles que bradavam aos quatro ventos a necessidade de mudança. E, mais ainda, da inserção no pensamento das pessoas comuns - a "comunidade" - de que, quer queiram ou não, fazem parte de uma estrutura maior e são responsáveis pela manutenção - assim como pela transformação - desta mesma estrutura!
Até o advento do conhecido relatório do IPCC.
Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, apresentava diagnóstico bastante contundende da contribuição humana em nível mundial para intensificação do processo de aquecimento global e consequentemente nas mudanças climáticas que tanto afligem a própria humanidade. Mas o IPCC não surgiu do nada; foi apenas a confirmação e aceitação pública de uma verdade comprovada por inúmeros marcianos, faladores solitários, pensadores antes menosprezados e ignorados que não arrefeceram perante as dificuldades e continuam sua agenda pessoal de mobilização em prol de um mundo melhor - colocando em cada uma de suas ações a total interconexão entre o global e o local, entre o individual e o coletivo, entre o privado e o público.
Claro que estou sendo profundamente romântico neste tipo de pensamento, mas...
Benditos aqueles que, pensando globalmente, agiram localmente!!
Pena que a situação ambiental tenha que chegar a tal ponto quase irreversível - para que a sociedade se mobilize em função do tema.
Mas sinto agora a coisa ambiental já tão inserida no imaginário popular - a ponto de ser apelo midiático tema de vários filmes épicos e populares - que passou a ser uma necessidade eleitoral o investimento de mais tempo e mais dinheiro para "resolver o aquecimento global" (como se isso fosse possível).
Mesmo assim, sinto no mundo - desde os moradores de rua até os grandes políticos mundiais - a sensação de a água está batendo nas partes baixas (às vezes literalmente!) e que tem-se que tomar alguma atitude. Não digo que é geral - não estamos todos plantando árvores e abandonando os carros na rua - mas há um sentimento de resistência muito menor ao tema do que antes - muitos políticos já estão se perguntando intimanente: "tá, tá bom, acredito. mas por onde começo, sem afetar minhas atuais ambições de poder?" ou mesmo "puxa vida: se não aprender logo sobre esse negócio vou me dar mal nas próximas eleições".
(Tudo bem. Não é o pensamento adequado, mas é um começo.)
Muitas políticas públicas locais têm sido desenhadas para integrar as soluções dos mesmos problemas de antes - pobreza, enchentes, poluição, moradia, saúde e assim por diante - dentro do mesmo guarda-chuva emergencialdo das "políticas mitigatórias dos efeitos e consequências das mudanças climáticas" na comunidade local.
(O tema tem atraído investimentos - com boas ou não tão boas intenções.)
acredito que, finalmente, podemos ter um pequeno vislumbre do que significaria a concretização da da agenda 21:
- a inseparabilidade do pensamento local do global;
- a interconexão plena das ações locais na resolução dos problema globais.
Pensar localmente passará a ser agir globalmente!
Sempre me disseram que grandes tragédias trazem grandes movimentos de mudança em relação a novas esperanças.
Estou começando a acreditar nisso.
E viva o aquecimento global.
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